Hoje, tenho uma convidada especial: quem fez a crítica do filme “Lego Batman” é a minha parceira de podcast, Luciana d’Anunciação, que também é garota Geek. Eu sou da época do playmobil, que não tinha tantas pecinhas pequenas e com ângulos tão afiados, que tantas vezes pisei em cima, portanto preferi ficar longe do lego. Curtam:

 

Diversão garantida para crianças e adultos. Esse é o resumo desta crítica de Lego Batman – O Filme. O longa de animação dirigido por Chris McKay e escrito por Seth Grahame-Smith, Chris McKenna, Erik Sommers, Jared Stern e John Whittington é desses que deixa você leve e de bem com a vida, depois de assistir ao filme.

Apesar dos vários teasers que foram já divulgados, a história surpreende e rapidamente você está completamente envolvido na trama inusitada de bonequinhos Lego. Provavelmente, porque a zoeira começa antes mesmo do filme. Isso mesmo: a voz do Batman acompanha os logos da Warner e das empresas envolvidas no projeto, fazendo com que a gente entre na brincadeira logo que os primeiros frames da animação surgem na tela.

Fiquei com a impressão de que a equipe de animação também deve ter se divertido enormemente fazendo o filme. São muitos os elementos, nos mínimos detalhes, todos de Lego. E sempre que possível, há explosões e colisões com peças de Lego voando para todo lado. Quem já jogou algum dos jogos de console da Lego ou assistiu a animação Lego – O Filme, sabe o quanto isso é divertido.

Além disso, o Batman dessa animação é aquele mesmo homem-morcego irônico e zoador que vimos em Lego – O Filme. E o arco principal de Lego Batman – O Filme é mostrar que por trás de sua máscara de zoeira e divertimento, existe um homem-morcego solitário e que tem medo…

Lego Batman – O Filme escapa facilmente da principal armadilha dos filmes ‘live-action’ do homem-morcego, que é repetir o mesmo argumento, o mesmo tipo de história. Inclusive, isso também é motivo de piada na animação. Além de enfrentar inimigos inusitados, liderados pelo Coringa é claro, que geram algumas das sequências mais divertidas do longa, Lego Batman – O Filme não se esquece dos filmes e da clássica série de TV do homem-morcego. O resultado: mais sequências hilárias.

Os personagens secundários igualmente se destacam na animação, novamente, pelo enfoque inusitado dado a personagens clássicos como Robin, Batgirl, Alfred e até mesmo ao Curinga. É interessante perceber ainda que as personagens femininas são importantes e contribuem de forma considerável para a história.

A dublagem brasileira é uma atração a parte. Mesmo não tendo ouvido as dublagens originais de Will Arnett, Michael Cera, Zach Galifianakis, Ralph Fiennes e Rosário Dawson, a diversão do filme não se perdeu nem um pouco. A dublagem brasileira é uma das mais engraçadas e bem feitas que ouvi nos últimos tempos. Parece que a Warner deixou Guilherme Briggs, responsável pela voz do Superman e pela direção geral da dublagem, bem à vontade e o resultado são piadas capazes de divertir brasileiros de todos os cantos do país. Quem acompanha o Briggs no Instagram e no YouTube  sabe o nível da zoeira que ele é capaz de fazer. E o trabalho realizado em Lego Batman – O Filme parece que é o Teatro de Boneco de Briggs e seus amigos realizado por um estúdio de Hollywood.

Se a animação é diversão garantida para os adultos, também não deixa de ser legal para as crianças. Cenas de ação são intercaladas com momentos de reflexão do Batman e há ainda mensagens fofas sobre amizade, família e união. Pais, responsáveis e produtores de cinema estão orgulhosos!

Mas espera aí, o filme é sensacional, nota 10? Não, ele tem dois pontos fracos, pelo menos na minha opinião: Não tem uma música poderosa como “Everything is awesome” (veja aqui). Ok, isso não chega a atrapalhar, mas eu realmente esperava uma canção tão legal quanto essa. E, aparentemente, a história não tem cliffhanger, aparentemente, não precisa de continuação. Não do jeito que essa história foi contada. Mas afinal, é um filme de Lego, ou seja, tudo é possível de ser construído. E felizmente, o pessoal da Lego sabe disso e aproveita muito bem todo o potencial dos bloquinhos de montar. Grandes estúdios que fazem filmes de super-heróis poderiam aprender com eles.

Luciana d’Anunciação é jornalista, mestranda em Estudos de Linguagens http://lattes.cnpq.br/1342317495385537, colunista de HQs e RPG do site Garotas Geeks http://www.garotasgeeks.com/author/tia-lu/ e co-host do X-Poilers http://www.terceiraterra.com/xpoilers/, podcast semanal de filmes e séries de TVs baseadas em quadrinhos.


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