A segunda temporada de Supergirl estreou com uma atração: a participação do Super-homem, desta vez, como um personagem atuante, vivido por  Tyler Hoechlin. Foram dois episódios, introduzindo o vilão Metallo  que é resultado de um experimento da organização Cadmus. Tudo muito a ver com os quadrinhos, que nos dias de hoje, é uma regra em geral.

A série tenta buscar o equilíbrio que, por exemplo, havia na série da Buffy, em que a personagem principal tinha que lidar com a rotina de super-heróis e os conflitos pessoas das pessoas normais. No caso de Kara/Supergirl, a carreira profissional, o relacionamento com a família e o relacionamento pessoal. A série se dá um pouco melhor nesta parte, ainda que exista certo abuso de clichês (o chefe que também veste Prada) e que algumas situações, como o relacionamento dela com Jimmy ficaram um pouco forçadas. Parecia um hambúrguer do McDonalds. Comeu, esqueceu. As cenas de ação são um pouco mal construídas e os personagens parecem esquecer-se de poderes que acabaram de usar, apenas para permitir que a luta continue um pouco mais.

Aí que entra o Super-homem. Como puro músculo, o personagem não se destaca. Ele é menor até que o Jimmy. Mas é como Clark Kent que ele funciona. É o tipo de Super-homem que pode ser idolatrado pelas pessoas que salva e que funciona como um irmão mais velho, e não como alguém que soluciona todos os problemas com seus poderes. De fato, podemos dizer que o seu principal superpoder é a simpatia.

Com seus defeitos, é um Super-homem melhor do que o Cavill de Zack Snyder. É o Clark Kent que vestiu o uniforme azul, enquanto o Super-homem cinematográfico é o Goku do Dragon BallZ que colocou o uniforme. Não há uma parte humana nele – o universo de Zack Snyder é um universo onde ser super-herói é um problema, em que temos de sofrer uma angústia constante. E franzir o cenho.

Já o universo de Supergirl é ensolarado. Ela e o Super-homem curtem os poderes, claramente se divertem combatendo bandidos comuns. Assim, a série não  sente constragimento de fazer referência aos filmes de Richard Donner e ao Super-homem de Christopher Reeve (que era um filme infantil). Eles claramente se esforçam para não ser Zack Snyder e isso resultou neste novo super-homem.

A série tem de tomar cuidado, pois tanto a revistinha quanto outras séries de televisão, enfrentaram problemas para lidar com a parte super. Chega uma hora que ver uma capa vermelha e um borrão azul surgir por causa de um roubo em um posto de gasolina fica chato, mas podemos dizer que eles sabem qual a tonalidade certa da cor azul do uniforme do Super-homem. E o Zack Snyder não.

Quem quiser me escutar falando da Série Supergilr e outras séries, basta curtir of X-Poilers.


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