Aconteceu finalmente o que todos sabiam que acontecer. E olha que não é algo que acontece nos quadrinhos: Carol acordou. Agora, a guerra contra Negan vai começar (e ele vai perder).

De todos os personagens de The Walking Dead, Carol é aquela mais dinâmica. Ela começou como uma dona de casa covarde, abusada pelo marido. Passou pela morte da filha. Ainda assim, tentou ser útil ao grupo, até que descobriu o seu ninho: a sorridente vizinha que no fundo é uma bruxa psicopata. Para completar, Carol absorveu (sabe-se de onde) o treinamento de um soldado Boina Verde e é a mais eficiente e criativa máquina de matar desde o zumbi Chuck Norris.

Essas mudanças (ainda que absurdas) foram justificadas ou apresentadas pela narrativa, mas quando chegou a hora de apresentar o Negan, os produtores enfrentaram um problema: Carol jamais se ajoelharia e ficaria impassível diante do massacre de Glenn e Abraham. Era preciso tirar ela de cena e no final daquela temporada confusa, Carol entrou em parafuso, fugiu de Alexandria e foi morar nos arredores de Kingdom, sendo continuamente cortejada pelo Rei Ezekiel.

Outros personagens apresentam variações emocionais, mas, se você pensar bem, estão sempre na mesma “chave”. Rick varia desde os primeiros capítulos entre o herói de ação eficiente e o político inseguro. Morgan, que virou mestre zen de uma hora para outra, em uma mal explicada história paralela, que sinceramente, ninguém precisava ou queria saber. Carol progrediu gradualmente, não foi um apenas apertar um botão de liga e desliga.

Saber que Carol voltaria e que Ezekiel se uniria a Rick na guerra com Negan, todo mundo sabia. Mas não precisava ser em um dos episódios mais morosos já feitos. O auge foi o diálogo mal escrito quando Richard pede a Morgan que não fale e o escute. O problema é que havia uns cinco minutos que o Richard falava sozinho enquanto o Morgan apenas fazia o que suponho ser “olhar com intensidade e fúria”.

Ainda bem que passou. Negan dançou.


#thewalkingdead

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